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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Desarmamento

Oi pessoal!!! Hoje o post é pra "caçar" discussão!!! Hehehe... Brincadeira! Esse post aqui não é para refutar o Vinícius, até porque reconheço a validade dos seus argumentos, sei que tenho vários amigos que são contrários ao que eu penso, mas vamos lá! Minha intenção não é convencer ninguém a pensar diferente, vou expor alguns argumentos coloquem na balança e vejam o que é melhor. Sou contrária à ideia de liberar o armamento no momento em que vivemos =D.
Primeiramente, meu posicionamento não é imutável, mas hoje, nossa sociedade não têm condições de se armar. Vamos ao fato, vivemos em um país subdesenvolvido ou de terceiro mundo, como preferirem, não existe por parte do governo o interesse em criar uma população desenvolvida, inteligente e independente, portanto não vemos legítimas ações que visam a educação da nação. O governo quer eleitores alienados que se contentam com esmolas, que não se preocupam em produzir, estão satisfeitos "recebendo os peixes", não querem "aprender a pescar", e não sabem que podem conseguir bem mais se forem instruídos para este fim, e isso tem tudo a ver com o armamento. Como podemos armar uma população alienada, o típico povo brasileiro que tem um "jeitinho" para tudo? Daí me perguntam: E vamos deixar como está? Os bandidos armados e a população de bem refém destes? Não, da forma que está também não pode continuar. 
Não sou a favor de manter para sempre a responsabilidade de proteção apenas para a polícia, concordo que o cidadão deve ter o direito de se proteger, mas agora devemos centralizar sim, confiar na nossa polícia, lutar para que ela  tenha treinamentos eficazes, que assegurem o direito do cidadão de bem, que tenha autonomia para agir e segurança nas suas ações. É fácil observar hoje, que nem mesmo quem deveria estar preparado mentalmente, psicologicamente e fisicamente para utilizar uma arma de fogo, muitas vezes não está. O foco deve ser em treinamento para a força de segurança pública e em operações para desarmar os bandidos e evitar que mais armas cheguem às mãos desses. Investir em educação de qualidade, ensinar que é importante cada um conquistar suas vitórias, aí pode ser que a população comece a ter condições para se armar.
Além do mais hoje é permitido sim ao cidadão de bem possuir uma arma, reconheço que é um processo demasiadamente burocrático, e que lhe é permitido apenas a posse, não o porte, mas já é alguma coisa. Agora, indo a números e fatos, disse acima que nem mesmo as forças policiais que deveriam ter total preparo para utilizar arma de fogo por vezes não estão, grande parte desse despreparo diz exclusivamente respeito à pessoa, o interesse em estar instruído é fator primordial para um bom treinamento. Levando isso em consideração, será que um cidadão que não dependerá da arma como seu instrumento de trabalho terá real interesse em se preparar? Outra verificação alarmante é o número de mortes de policiais (ou mesmo cidadãos civis) que reagiram a uma ação criminosa; um dos principais fatores que definem o sucesso de uma ação é o efeito surpresa, (o bandido já sai de casa, na maioria das vezes, disposto a tudo, inclusive matar ou morrer) as pessoas não saem de casa já planejando reagir a um assalto, ou dispostas a matar alguém. Causa das grandes mortes é a reação falha de quem o faz, nem sempre é o  despreparo de quem reage, podendo ser um atirador nato que por um momento desviou sua atenção, nosso sistema jurídico é falho e tende a proteger o "vagabundo", um segundo que você perde pensando nas consequências é crucial para definir o que vai acontecer naquele momento de aflição e adrenalina.
O treinamento para armar as pessoas têm que ser incisivo, caso contrário vamos viver em uma espécie de velho oeste. Concluo então que  a prioridade  não é revogar o Estatuto do Armamento e deixar livre para quem quiser comprar sua arma, no futuro posso apoiar grandemente o armamentismo, mas isso não são planos para curto prazo, a prioridade agora deve ser educação, saúde e segurança pública. Primeiro temos de desarmar os bandidos, preparar quem tem o dever de proteger, educar a população, revisar as leis frouxas que beneficiam o bandido e após vamos lutar para que todos tenham condições eficazes de se defender. Como diz um ditado do interior de Minas "Não vamos passar o carro na frente dos bois." Se lutarmos por uma causa de forma afobada não vamos conseguir alcançar nossos objetivos.
Entendam, não defendo que o desarmamento foi uma solução, mas após ter sido feita, temos que trabalhar para poder armar novamente a população, e não, armar sem nenhum preparo anterior, em 12 anos muita coisa mudou e nossa nação "emburreceu", foi tomada por uma onda que aceita absurdos e briga por coisas fúteis, temos que primeiro resolver isso para depois tentar retomar direitos perdidos.
 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Defenda-se! Abaixo o Estatuto do Desarmamento.

A Lei 10826/2003 mais conhecida como Estatuto do Desarmamento, é a regulamentação da comercialização de armas de fogo e munições em todo o território nacional. Segundo os apoiadores da Lei com essa regulamentação o índice de crimes cometidos com arma de fogo cairia no país, já que aconteciam 40.000 homicídios por armas de fogo no país,porém em 2003 o Brasil tinha 181,8 milhões de habitantes.
A Lei foi decretada pelo então Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva.
No ano de 2005 houve um referendo sobre o Estatuto do Desarmamento, 63,9% da população  votou desfavorável à proposta, o povo queria ter o direito de comprar armas de fogo para se proteger.
O Estado então foi contra a democracia popular e manteve seu regime autoritário ao não extinguir a lei 10826.
De acordo com o IBGE no ano de 2015 o Brasil possuía mais de 204 milhões de habitantes e eram vitimas de armas de fogo em torno de 50.000 pessoas, seguindo essa lógica o Estatuto não valeu de nada pois a média de homicídios não diminuiu.
A Universidade de Harvard, uma das mais conceituadas do mundo fez um estudo sobre o armamento civil e comprovou que nações mais armadas possuem menor número de crimes, haja vista que nenhum criminoso quer morrer.
Nesse mesmo estudo a Universidade descobriu que os nove países mais desarmados têm em conjunto, a taxa de homicídios muito maior que dos países onde as armas são regulamentadas.
Nos EUA a venda de armas de fogo teve uma crescente absurda e o número de crimes despencou quase que pela metade, claro que a organização dos EUA é muito superior a do Brasil, porém precisamos nos basear nos países desenvolvidos.
O Brasil é um país onde há muitos crimes sexuais como: estupro e pedofilia. Já que a proposta do Deputado Federal Jair Bolsonaro para a castração química de estupradores não foi aprovada, qual o motivo então de não armar as mulheres para se protegerem dos estupradores. Por qual razão um pai de família não pode estar armado para proteger suas crianças de pedófilos?
Atualmente nos Estados Unidos são 200.000 mulheres armadas visando proteger-se de crimes como o estupro, que na visão de pessoas normais é muito pior que um homicídio.
No Reino Unido, assim como o Brasil têm um controle armamentista muito rígido, são países de "Primeiro Mundo" e mesmo assim o número de estupros é 125% maior a cada 100.000 pessoas que nos EUA, o número de assaltos e homicídios é 140% mais alto que nos EUA.
Será que o problema está na comercialização de armas?  Os verdadeiros criminosos nunca foram em lojas com seus documentos para comprar armas e munições, adquirem armas de contrabando,armas frias para cometer crimes, e o cidadão trabalhador não pode ter sua arma para defesa.
O argumento de não precisar de armas pois existe Polícia é o mesmo de que não precisamos de extintor pois existem os Bombeiros.
Pessoas não vão se matar em brigas de trânsito, pois se realmente quisessem matar alguém, matariam com barras de ferro, facas, canivetes ou com as próprias mãos.
Podem acontecer acidentes com armas de fogo? Sim. Porém esses acidentes são menos de 5% dos casos nos países onde o armamento civil é liberado.
Governos totalitários como os de Mao e Lenin desarmaram as pessoas para facilitar o controle sobre tudo, uma população desarmada é uma população frágil.
Alguns deputados brasileiros ditos da Bancada da Bala estão tentando revogar o Estatuto do Desarmamento, já aconteceram algumas modificações no texto da Lei, por exemplo: reduziu de 25 para 21 anos a idade para compra de armas e munições, e estendeu o porte para outras autoridades.
Espero que algum dia consigam revogar essa Lei por inteiro, todo mundo tem o direito de se defender.
Quando a ovelha está armada, o lobo dorme com fome.
Lembrando que essa opinião é minha "Vinícius Soares Antunes", a opinião da Bianca é outra e depois ela faz um texto para refutar esse aqui. kkkkk
( Vinícius Soares Antunes)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Desmilitarização? Não.

No Brasil a segurança é formada pela Polícia Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária vinculadas ao Governo Federal . Nos Estados existem as Polícias Civis, Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares.
A Polícia Civil de acordo com o artigo 144, §4 º da Constituição Federal tem como funções : as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares e as de competência da União. As apurações de infrações penais de competência da União são investigadas pela Polícia Federal.
Nesse mesmo artigo, no §5º são definidas as funções das Polícias Militares que são a preservação da ordem pública e rondas ostensivas, as PMs são as forças armadas de reserva do Exército Brasileiro como previsto no §6º do artigo já citado, subordinadas aos seus respectivos governadores de Estados ou do Distrito Federal.
A Polícia Militar foi criada no Brasil de acordo com historiadores em 1775 em Ouro Preto-MG, o Regimento Regular da Cavalaria mantinha a ordem pública ameaçada pela exploração das riquezas do local. No Brasil Império a partir de 1809 o Rei criou as Forças Policiais que em 1946 com a Constituição Federal Brasileira passariam a ser chamadas Polícias Militares.
Samuel P. Huntington, um grande economista e cientista político americano, entende que a atividade militar nas democracias liberais é uma profissão regular, com uma ética profissional própria, baseada na obediência que a hierarquia de patentes lhe traz.
Assim Huntington entende que quanto mais profissional for o setor militar mais benefícios a sociedade terá nos quesitos de relações civis-militares.
Há algum tempo no Brasil existem pessoas, em sua maioria apoiadoras da esquerda defendendo o fim da PM, ou seja, desmilitarização da Polícia Militar, tornando-a Polícia Civil, o maior marco dessa tentativa de unificação das Polícias Militares com as Civis é a PEC 51 de autoria do senador Lindbergh Farias do PT, essa Proposta de Emenda a Constituição alteraria os artigos 21, 24 e 144 da Constituição.
O Senado Federal fez um enquete em seu site oficial e 53,8% da população brasileira seria contrária ao Projeto de unificação das Polícias. As pessoas se sentem mais seguras com a PM pois conseguem identificar os policiais pelo fardamento, o que teria fim se fossem policiais civis, pois trabalham em trajes casuais,
As Polícias não teriam mais vínculos com o Exército Brasileiro, possuiriam carreira única, se responsabilizariam pelo ciclo completo de trabalho e ouvidorias independentes.
Com o fim do vínculo da Polícia com o Exército Brasileiro a soberania da União estaria ameaçada, pois sindicatos e civis controlariam as Polícias. Um grande exemplo é a Venezuela, onde o ditador Nicólas Maduro detinha todo poder sobre as Forças Armadas e as Polícias e poderia se perpetuar no poder por quanto tempo quisesse, ninguém seria capaz de tirá-lo.
Em atividade são 500 mil policiais militares e 300 mil militares das Forças Armadas, um governo que pretenda implantar um regime ditatorial estaria livre para fazê-lo, pois as Polícias estariam ligadas e subordinadas à sindicatos ligados ao governo. As Forças Armadas não teriam poder para impedir um possível Golpe de Estado.
O ciclo completo de trabalho é que a Polícia Civil teria a função de fazer o patrulhamento, tarefas ostensivas e de investigação.
A mídia brasileira vem tentando alienar a população a ser favorável a desmilitarização faz algum tempo, os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II teriam como visão do diretor causar impactos sobre as pessoas com questões como: tortura, treinamento degradante, não existência do assedio moral na PM e a corrupção.
O diretor dos filmes José Padilha é um apoiador do PSOL e tentou retratar no Tropa de Elite I como a Polícia Militar seria ruim para os próprios militares e para a sociedade da periferia, porém o “tiro saiu pela culatra”, o protagonista do filme Cap Nascimento é visto como herói pela maioria dos brasileiros que são conservadores e “gostam” de ver os criminosos sofrendo, pois o que eles fazem com o país é muito pior.
No segundo filme, José Padilha tentou ilustrar não mais a ostensividade da PM e sim relatar os indícios de corrupção dela e endeusar os ativistas dos direitos humanos, vividos pelo Dep Fraga no filme. O Dep Fraga é a retratação do Deputado Marcelo Freixo do Partido Socialismo e Liberdade. Novamente a tentativa de desmoralizar a Polícia Militar deu errado, a sociedade sabe que existem corruptos na PM, como em qualquer carreira e qualquer lugar, então o Deputado defensor dos Direitos Humanos saiu como um vilão na história.
Caso houvesse a desmilitarização, muitas ocorrências não seriam atendidas pois não haveria a hierarquia para que um policial pudesse impor uma ordem ao outro, muito provavelmente não existiriam pacificações dos morros dominados pelo narcotráfico pois um policial civil pode recusar ordens, o que um militar não poderia fazer.
A população que precisasse com urgência de uma ajuda policial teria mais dificuldade como já mencionado acima, pois o fardamento auxilia na distinção de quem é policial e quem não é.
É certo que com a unificação das Polícias a interação seria maior, ajudando na investigação de crimes, porém os pontos negativos dessa unificação são maiores.
Num estado democrático de direito, conceder tanto poder a um único órgão seria muito prejudicial, a facilidade na corrupção seria imensamente maior, pois sendo militar ele seria julgado com o peso que a Justiça Militar lhe confere.
Com a carreira única, não existiriam concursos para entrada em cargos superiores, todos deveriam entrar na Polícia num cargo mais baixo e com o tempo ir subindo de cargo. Atualmente existem cargos de nível médio e de nível superior, pode-se entrar no serviço policial no serviço mais básico ou no serviço mais alto.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Justiça pelas mãos de justiceiros

Um dos assuntos mais difíceis talvez para eu discutir até então aqui no blog, pois além das minhas convicções pessoais, reconheço o peso que minha profissão e minha faculdade tem sobre meu posicionamento para este tema.
Eu sou a favor da vida e já deixei isso claro aqui, mas acima disso, sou a favor da vida de inocentes e mais ainda a favor da vida daqueles que colocam em risco a sua e de sua família  para proteger a do próximo. Sim! Sou corporativista nesse quesito! Temos sempre que lutar pelos nossos. 
A impunidade criminal tem crescido de maneira acelerada nos últimos anos, concordo com a utópica visão que é melhor ser respeitado que temido, mas infelizmente isso não funciona na prática, nossa sociedade não tem educação para respeitar nenhuma autoridade e isso vem sendo comprovado com os últimos fatos. A quantidade de homicídios contra agentes de segurança pública em todo país é assustadora e tira do seio das famílias pessoas boas e queridas, e sim, isso já me ocorreu e não é fácil. Pois bem, o que é ainda mais difícil é ver os autores de hediondos crimes "curtindo" sua impunidade, aqui me refiro a qualquer homicida, que tirou a vida de qualquer cidadão inocente, ao falar da impunidade talvez venha à mente os "de menor", mas não digo respeito nesse post exclusivamente a eles - falarei em outro post sobre meu posicionamento quanto a maioridade penal. A impunidade está para todos, é revoltante sim, daí surge a figura dos "justiceiros", aqueles que muitas vezes cansados da falta de ação do nosso famigerado sistema jurídico resolvem fazer justiça com as próprias mãos, não acho louvável essa atitude, mas não serei hipócrita em dizer que não concordo, acredito que na atual conjuntura é infelizmente por vezes necessário.
Assisti a um vídeo recentemente (inclusive postei lá na página do blog no face, corre lá e dá sua curtida =]) de um policial do distrito federal que prendeu em flagrante, de forma legal, um casal de traficantes, que foram soltos pela "justiça" no dia seguinte, parece piada, mas não é. Então me diga, é justo que o cidadão de bem, trabalhador honesto, viva refém da criminalidade que assombra nosso país? Sendo que quem deveria dar suporte e manter presos os traficantes, ladrões, assassinos, estupradores, entende que estas abominações têm condições de viver em sociedade? Acredito que a resposta das perguntas seja unânime, pois bem o que nos resta então perante essa justiça tão falha?
A justiça com as próprias mãos não deveria ser opção, o Estado deveria garantir a segurança do povo, a sensação de segurança, que hoje a maioria dos brasileiros não tem, vivemos assombrados pelo medo, como é possível então condenar quem tira do nosso meio esse tipo de gente? É uma questão muito complexa para eu que acredito que ninguém deveria ter o poder de tirar a vida de outra pessoa, mas daí me pergunto: mas qual mal será menor?
Vou encerrar o post com essa pergunta, já que vivemos em um cenário em que vários aspectos da nossa vida estamos escolhendo "Dos males, o menor!" Até a próxima pessoal e como sempre deixem aqui suas críticas e sugestões.

=*